Caiu do viaduto.
Caiu em si;
- Tenho vinte anos e já linhas de expressão. Isso não é justo. Exasperava uma concha à outra;
A onça espadanou com pás de moinhos de vento:
Os lápis de concreto, então choveu pedras do rim;
O relógio trinava. Rapinava minha vida com miudezas;
Me convidava pro chá das cinco, naturalmente.
Não tinha biscoitos. Não dos que eu gostava;
Com a caneca eu tropeçei pra ontem.
Era um remelexo de tonificar abdômen;
- Quanta arrogância por tão pouca pessoa, pensei, nobre.
Comi tabletes. Deixei debaixo da língua algo queimando;
Eferveciam minhas perspectivas.
Desisti. Qual a novidade, elefante?
Que dor na coluna. Anexo pra Central. Meu sacro no envelope.
"Fumaça". "Onde?". "Na História";
Pulverizei más notícias. Sou jornalista, porra;
Vesti as sandálias da humildade e calçei os clichês;
Chorei por demorar tanto. Chato o meu poema.
Tão bom de se livrar.
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