Era como no livro do Gaiman, você atrás do espelho e eu precisava te tirar do doppelgänger, porque de dentro você não refletia.
Só se estatelava nas escadas do mundo amargo.
Eu que já menti amor e que sempre evadia desse clichê percebo que omiti contigo. Fora as mentiras.
Faz frio nas ruas, meu casaco é termo acessório. Não chove, mas tudo que eu vejo está ensopado e eu gripo com facilidade.
Me enrodilho diante das possibilidades, como o esquizóide de El Túnel. Te procuro nas ruas. Em vão. Vou. Só quem sem ninguém a tiracolo. Nem sinto os pés e o calçamento foi premeditado para que eu tropeçe até preferir não sair da cama.
As subidas são íngremes e não tem heliportos. Só nos pulsos em que nas fantasias as mariposas ébrias descansam pra depois migrar a poesia que é a vida heremita. Concha-casulo-tecido. Livro-caixa-ante-braço.
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