16.6.11

Pauladas

 O meu peito se abaulava pra que eu dormisse com as pauladas. Toc toc. Chapinhar pela seção Arte da locadora era um anódino pra macarronada de músculos que se enroscam. Preguei a ponta do lençol por profilaxia. "Taxa de câmbio & ordem no caos". Que clichê. O peito latejava com a mesma frequência que um cão projeta-e-recolhe a língua e faz arf arf & baba.
 Que triste: unha e barba compridas. O dever não. Clichê. Parei de ler o jornal. Escrevo ao invés disso. Tem a mesma valia: um sapatear no palco azul do tanto faz. Se tropeça. Shoegaze.
 As árvores tem qualquer coisa de pré-históricas e os cipós estrangulam e bailam. Corre o lanterninha, tropeça e morre. Não tem sangue: do pescoço sai uma tiragem de setecentos mil exemplares. A tinta mancha. Mata-borrão.
 Um bebê contraiu o rosto como se fosse por tomar limonada. Quando me viu desatou a rir. Como são idiotas e o quanto somos coniventes com eles ao menos. Ainda.

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