17.6.11

Kilgore Trout

 Dois tempos depois da parada a calça amarrotou e eu-que-tinha-desejado-que-chovesse. O que tinha debaixo das minhas duas meias pra cada fileira de artelhos não respondia por pés. Eu era Kilgore Trout em Café-da-Manhã dos Campeões caminhando no Sugar Creek, que resplandecia de a gordura e embotinava de resíduo plástico os pés. *
 Tempo.
 Eu via as acrobacias dos cabos pra não cairem uns dos outros. Um zumbido artrópode atrás da malha e um triturar nas paredes da minha cabeça.
 Acendi um cigarro.
 Como eu ganhei noite passada, e ele passou a madrugada no bolso & uma mulher sentou em cima no ônibus, estava tão reto quanto uma torneira.
 As gotas na parede eram lagartixas. Foi como dar um tiro pro alto: nenhum gato. A árvore se fez animação e o barulho se curvava pro crepipipitar da brasa do Marlboro vermelho.
 Percebi que andava polinizando o chão de bitucas, então apaguei ele na água que se projetava da canaleta e voltei pra redação. Joguei a guimba no lixo. Me olhavam
 Ando meio paranócio. Também.

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